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25.05.2024

Técnicas que aperfeiçoam

Família do estudante Guilherme Bampi

Caxias do Sul

Também na vitivinicultura a agroindustrialização surge como uma das alternativas para  agregação de valor aos produtores rurais. Na Serra Gaúcha, a uva é matéria-prima valorizada, principalmente pelas características das cultivares produzidas na região e utilizadas para o processamento de suco. Às margens da Estrada do Vinho, na localidade de Caravaggio da Terceira Légua, no interior de Caxias do Sul, encontramos a propriedade da família Bampi.

É em meio a um cenário de natureza exuberante que a família cuida de videiras e industrializa um saboroso suco de uva integral que leva no rótulo a marca Marcos Bampi. Por lá também se colhem lindas frutas cítricas de tons amarelados, que chegam aos mais diversos mercados da região com a marca da família.

O filho do dono da propriedade se chama Guilherme. Ele ingressou na EFASERRA em 2018, onde aprende as técnicas de manejo da uva e de citros para levar adiante a atividade da família.

“Estamos reformulando o pomar, para facilitar o acesso e a colheita com o conhecimento e o aprendizado que tive com os monitores técnicos da Escola. Gosto de trabalhar com a terra. Gosto das atividades do meio rural”, descreve o jovem.

Uma das técnicas de manejo aplicadas na propriedade, a de utilizar plantas leguminosas consorciadas com gramíneas, para a cobertura do solo, foi implantada por Guilherme após conhecer uma experiência proporcionada pela Escola. Em outras vivências, ele também amplia o conhecimento sobre técnicas. Nas possibilitadas durante as visitas técnicas promovidas no projeto Juventudes e saberes – Alternância que constrói, chamou a atenção do jovem o sistema de cultivo de pequenas frutas, como amora e mirtilo. Na empresa Nutrisaúde, em Caxias do Sul, ele teve a oportunidade de conhecer um pomar dessas duas frutas, compreendendo como é realizada desde a produção até a colheita, o processo de agroindustrialização e a estocagem para posterior comercialização.

O pai do jovem, Marcos, 46, é um incentivador da agricultura familiar. Afinal foi ele quem desbravou as terras da propriedade, herdadas dos avós, que hoje se tornaram ponto de referência em suco artesanal. Bampi conta que, quando chegou no lugar, só tinha mata.

“Em 1985, comecei a desbravar as terras. Na época, usávamos apenas algumas ferramentas manuais. Ter uma casa e uma família era um sonho muito distante”, conta, emocionado.

As primeiras clareiras receberam pés de bergamota. Logo depois, chegaram as parreiras.

Hoje, em 11 hectares dos 45 do total da propriedade, são cultivadas uvas das variedades Niágara, Bordô e Isabel. O processamento da fruta é realizado em indústria instalada na propriedade, com mão de obra familiar. A atividade se desenvolveu sempre sob o olhar atento de Marcos, que percebeu a importância do valor agregado da sua produção agrícola. Da  industrialização, surgem 12 mil litros de suco por ano.

Na propriedade, também, são colhidas mil caixas de bergamotas – o objetivo é aumentar ao longo dos anos. O futuro da propriedade está nas mãos de Guilherme. E o caminho percorrido até aqui, com os estudos da Escola e a experiência da família, pai e filho apostam no empreendimento rural.

“Se depender de mim, a produção vai aumentar e a atividade se fortalecer cada vez mais. Com a tecnologia e o acesso à informação, está mais fácil produzir”, indica o jovem Guilherme, que também tem o incentivo da mãe Laires e da irmã Geovana para continuar na propriedade.

Conteúdo produzido para publicação do projeto Juventudes e Saberes: Alternância que constrói, idealizado pela EFASERRA e viabilizado por meio do Termo de Colaboração FPE Nº 2564/2019, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, através da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR).