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14.04.2024

Inigualável queijo colonial

Família do estudante Gabriel Lorenzon

Carlos Barbosa

Uma das alternativas para a agricultura familiar transformar sua produção e agregar valor em sua matéria-prima é a agroindustrialização. Dentre essas opções está a produção de queijo, que para muitas famílias representa uma significativa contribuição econômica para sua sustentabilidade. O êxito de um empreendimento também depende do comprometimento e do conhecimento do produtor.

No interior de Carlos Barbosa funciona a agroindústria familiar Beija-Flor. Gabriel Lorenzon é um jovem de olhar cativante que já domina a técnica de produzir bons queijos. Na comunidade de Linha Vitória, ele e o pai, Sérgio, 58, comandam a agroindústria, que se tornou referência na região pela qualidade dos queijos colonial e coalho produzidos na propriedade da família. Tem gente de vários municípios que chega todos os dias em busca dos produtos.

“A procura é tanta que é preciso selecionar os clientes ou vender um pouco para cada um para atender a todos”, conta o jovem, que é estudante da EFASERRA.

Pai e filho começam cedo na lida e o trabalho é dividido. Enquanto Sérgio cuida da alimentação e da ordenha de 27 vacas, principalmente das raças holandesa e jersey, Gabriel comanda o processo de produção dos queijos.

O leite chega aos tanques via ordenha canalizada. A partir daí, Gabriel é responsável pelo processo, que envolve desde a recepção do leite, a pasteurização, colocação da dose certa do coalho, moldagem, maturação e a rotulagem. Ele também responde pelas vendas da produção da família. São 500 litros de leite e 70 quilos de queijos por dia. Toda a produção é própria e processada na propriedade. A queijaria dos Lorenzon foi legalizada em 2007.

Sérgio conta que, desde muito cedo, Gabriel já se interessava em saber e conhecer sobre a lida do campo comandada pelos pais. Acordava cedo para acompanhar as tarefas.

“Era apaixonado e se empolgava quando movimentávamos o trator”, lembra.

Além do aprendizado promovido pela Escola durante os três anos de estudos de Gabriel, pai e filho realizam cursos de qualificação e continuam se aperfeiçoando. Quando iniciaram o trabalho, por exemplo, um queijeiro experiente na área esteve na propriedade para ensinar o processo.

Os requisitos de boas práticas de fabricação dos queijos na agroindústria são temas de formação constante na família. Ao participar de cursos com parceiros da Escola, como o de “Boas práticas de fabricação”, no Centro de Pesquisa Celeste Gobatto, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), Gabriel aprimora os conhecimentos que vê na prática diária. A família está sempre em busca de inovação e já iniciou testes para produção de queijo gorgonzola, a ser elaborado na agroindústria familiar.

O manejo para alimentação das vacas leiteiras na propriedade também é foco de pesquisa do estudante. Como trabalho de conclusão do Curso do Ensino Médio e do Técnico em Agropecuária na Escola, o Projeto Profissional do Jovem (PPJ), Gabriel fez um estudo que analisa a possibilidade de incluir a silagem de sorgo como fonte fibrosa na alimentação dos animais.

 

Conteúdo produzido para publicação do projeto Juventudes e Saberes: Alternância que constrói, idealizado pela EFASERRA e viabilizado por meio do Termo de Colaboração FPE Nº 2564/2019, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, através da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR).