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14.04.2024

“Sou feliz aqui”

Família do estudantes Alan Siviero Peruzzo

Cotiporã

A cadeia produtiva de suínos no Rio Grande do Sul, que destaca-se como o terceiro estado maior produtor do Brasil, conforme o Atlas Socioeconômico do Estado do RS, apresenta grande relevância econômica, possibilitando o aumento de valor agregado de seus produtos finais. A Serra Gaúcha está entre as regiões do Estado que concentra boa parte do rebanho que abastece indústrias de beneficiamento, com suporte para o desenvolvimento agroindustrial, atendendo aos mercados nacional e internacional. Esse cenário promissor, também transforma propriedades da agricultura familiar que se dedicam à pecuária.

Um exemplo está em Cotiporã, município da Serra gaúcha. O grunhir dos 1,5 mil suínos alertam os visitantes que chegam nas terras da família Peruzzo, na Linha Júlio de Castilhos.

É o sinal de uma atividade rentável, já que o preço da carne suína subiu, em média, 30% no segundo semestre de 2020. A propriedade, localizada no alto do morro, conta com o olhar de três gerações: o avô Ivo, o filho Marcos, e o neto Alan. Estudante da EFASERRA, Alan observa e acompanha com muita atenção o trabalho do avô e do tio para logo mais atuar na linha de frente.

Na propriedade, tudo funciona como uma engrenagem. Os animais rendem três lotes por ano. O trabalho é contínuo, sem intervalos. Além da atividade pecuária, os Peruzzo cultivam uva, soja e milho. “Quando termina uma safra, começa outra. E assim vamos levando a vida, produzindo muito”, relata o bem-humorado Ivo, patriarca da família. O desenvolvimento da propriedade dos Peruzzo também tem a contribuição do cooperativismo.

O rebanho é destinado à Cooperativa Dália Alimentos, em Encantado, da qual

a família é associada e participante de um programa de produção. Além da assistência técnica da cooperativa, a tecnologia também dá um suporte para a lida do dia a dia. Todo o sistema de alimentação dos animais é mecanizado, o que facilita o trabalho. A ração chega nos comedouros o tempo todo, sem horários específicos.

O jovem Alan ingressou em 2020 na EFASERRA, estimulado a buscar novos conhecimentos e a fazer a sucessão na propriedade. Garante que já sabe o que pretende para o futuro: permanecer na agricultura e avançar com a produção da família.

“Na Escola descobri que, se ficar no campo, posso ganhar mais dinheiro do que trabalhar como empregado em uma empresa da cidade. O segredo é caprichar”, reconhece.

Alan aprimora seu aprendizado, também, por meio das visitas técnicas viabilizadas pelo projeto Juventude e saberes – Alternância que constrói, como a realizada na propriedade do colega estudante da Escola, Brayan Gabriel da Costa, em São Francisco de Paula. Nessa ocasião, o jovem pôde vivenciar experiências de produção pecuária semelhantes a que sua família já utiliza. Embora sua propriedade seja de manejo convencional, teve a oportunidade de observar novas técnicas, como a de produção agrícola em sistema agroflorestal, agora em visita técnica à propriedade da família Zanotto, em Ipê.

O tio de Alan, Marcos, não tem dúvidas de que o sobrinho tem vocação para dar continuidade à atividade da família. “Desde pequeno, já gostava de acompanhar a gente na colheita da uva. Estava sempre por perto, querendo aprender”. Hoje, o jovem que demonstra bastante interesse na propriedade e aos estudos, igualmente encontra tempo para se divertir. Nas horas de folga das aulas, mostra seu talento musical em festas pela região.

Um sonho que também almejou desde pequeno: tocar bateria em uma banda. “Acompanho o trabalho, estudo e me divirto. Sou feliz aqui”.

 

Conteúdo produzido para publicação do projeto Juventudes e Saberes: Alternância que constrói, idealizado pela EFASERRA e viabilizado por meio do Termo de Colaboração FPE Nº 2564/2019, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, através da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR).