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14.04.2024

Para viver da agroecologia

Família do estudante Lucas Lando

Cotiporã

A cooperação igualmente está presente no cotidiano da família Lando, na Linha Brasil, interior de Cotiporã. Na propriedade, é cultivada uva orgânica em 1,5 hectare de terra e a colheita deve render 30 mil quilos da fruta na safra 2020/2021. Em outra área, a família planta cenoura, tomate, beterraba, repolho, vagem, pepino, abobrinha, beringela, pimentão e banana. Também orgânico.

Toda a produção já tem destino definido. A uva é entregue na Cooperativa Monte Vêneto, de Cotiporã, especializada no processamento da fruta para suco. Os demais produtos são comercializados em feiras ecológicas da região. A família entende a importância da atuação coletiva e, por isso, também integra a Associação Eco Vêneto e a Rede Ecovida, que é a certificadora da produção orgânica da propriedade.

“Se tivesse mais produtos, venderia tudo”, analisa o agricultor Valdecir Lando.

Na propriedade, Valdecir e a mulher, Nádia, se dedicam para oferecer alimentos saudáveis e de boa qualidade. Estudante da EFASERRA, o filho Lucas, observa atentamente todos os processos de cultivo.

“Identifico-me com a produção sem agrotóxicos. É caminho para o sucesso”, prevê o jovem.

O aprendizado de Lucas na Escola inclui visitas técnicas e oficinas de formação organizadas dentro do projeto Juventudes e saberes – Alternância que constrói. Essas atividades também auxiliam o jovem e sua família com aprimoramentos de técnicas. Ao visitar a propriedade da família Zanotto, em Ipê, por exemplo, o estudante pôde visualizar a completa viabilidade de manejos orgânicos e agroflorestais, conhecer sobre agroindustrialização de erva-mate, além de possibilitar a construção do pensamento de que tais manejos estão diretamente ligados com a agricultura familiar.

A transição da agricultura convencional para a orgânica na propriedade dos Lando começou em 2018. Mas, antes disso, por cerca de 10 anos, a família procurou utilizar poucos insumos químicos sintéticos. Em maio de 2020, a família já tinha em mãos o certificado que autoriza a comercialização dos hortifrutigranjeiros orgânicos. Foi por meio de sistema coletivo que a família e a comunidade se organizaram. A criação da Associação Eco Monte, em 2012, auxiliou o processo de reconhecimento da produção orgânica de Lando e de outros agricultores da região. A entidade reúne sete famílias, todas certificadas e aptas para a venda de ecológicos.

Para cultivar orgânicos é necessário conhecimento e mudança no comportamento. Nos parreirais, por exemplo, o cuidado começa antes da poda.

“Tem que acompanhar todo o ciclo da planta e detectar as deficiências com antecedência para poder prevenir e não deixar a praga chegar”, explica Valdecir.

Ele nunca gostou do cheiro dos inseticidas. Lucas também não. “É só sentir o odor que já passo mal”, conta o jovem. Com isso, o pai expressa ao filho um desejo: “Gostaria que meu filho desse sequência ao trabalho que está sendo desenvolvido aqui na propriedade e produzir de forma responsável para não prejudicar o consumidor e a natureza”.

Conteúdo produzido para publicação do projeto Juventudes e Saberes: Alternância que constrói, idealizado pela EFASERRA e viabilizado por meio do Termo de Colaboração FPE Nº 2564/2019, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, através da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR).